Segue abaixo um trecho do livro “Guia de Vendas do Catálogo de Música"The Business of Music", de Silvino E. Díaz, Esq., é um guia completo para artistas, empresas e profissionais da indústria musical. Aborda as tendências atuais e oferece dicas sobre como: organizar seus ativos; estruturar sua equipe; atrair grandes investidores; avaliar seu catálogo; e se preparar para uma venda.
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A Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores (ASCAP) é uma das maiores organizações de direitos autorais do mundo, representando os direitos de muitos compositores, autores e editoras musicais. Consequentemente, a ASCAP detém um grande controle sobre o licenciamento de composições musicais, o que gerou preocupações sobre seu potencial para agir de forma anticoncorrencial. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da ASCAP com os Estados Unidos estabeleceu regras e regulamentos para o licenciamento de composições musicais pela ASCAP e a distribuição de royalties de execução pública aos seus membros. O TAC foi resultado de preocupações antitruste levantadas pelo Departamento de Justiça dos EUA em relação ao poder de monopólio da ASCAP no mercado de licenciamento musical.
Qual é o objetivo do Termo de Consentimento da ASCAP?
A ASCAP foi criada para abordar preocupações sobre o potencial poder de monopólio da ASCAP no mercado de licenciamento musical. O Decreto exige que a ASCAP ofereça licenças para todo o seu repertório de forma não discriminatória e que forneça transparência em suas práticas de distribuição de royalties; ou seja, ela não pode escolher seletivamente para quem licenciará sua música. O Decreto é revisado e alterado periodicamente para refletir as mudanças na indústria musical e promover um mercado justo e competitivo para o licenciamento musical. O Decreto também exige que a ASCAP forneça transparência em suas práticas de distribuição de royalties, para que membros e licenciados possam entender como os royalties são calculados e distribuídos.
Como a ASCAP afeta o licenciamento?
O Decreto estabeleceu um sistema de revisão judicial de taxas, no qual as taxas de licenciamento da ASCAP podem ser analisadas e determinadas por um tribunal em caso de litígio com um licenciado. Isso ajuda a impedir que a ASCAP cobre taxas de licenciamento abusivas e fornece um mecanismo para a resolução de disputas. No geral, o Decreto serve como uma salvaguarda contra práticas monopolistas no mercado de licenciamento musical, promovendo a concorrência e a equidade para criadores musicais e licenciados.