Um golpe comum usado por criminosos para obter acesso às criptomoedas dos usuários é a troca de SIM. Os cartões SIM são pequenos chips de plástico que informam aos telefones qual número de telefone usar e a qual(is) rede(s) celular(es) se conectar. A troca de SIM permite que hackers burlem os requisitos de autenticação de dois fatores, substituindo seu cartão SIM e número de telefone pelos deles. O hacker liga para sua operadora de celular e, usando informações disponíveis em redes sociais, vazamentos de dados ou outros meios, convence a operadora a transferir o cartão SIM vinculado ao seu número de telefone para um cartão SIM que esteja em sua posse.
O que é autenticação de dois fatores?
Normalmente, os usuários que se cadastram em uma corretora de criptomoedas têm a opção de adicionar a autenticação de dois fatores à sua conta. A autenticação de dois fatores oferece uma camada extra de segurança, obrigando os usuários a verificarem sua identidade por meio de dois métodos de autenticação distintos. Uma forma comum de autenticação de dois fatores é o uso de uma senha rígida no computador, seguida da inserção de um código que muda constantemente e que pode ser acessado pelo celular do usuário.
Como posso evitar ser vítima de um golpe de troca de SIM?
Seguindo estas recomendações, você terá menos chances de ser vítima de um golpe de troca de SIM:
Evite usar mensagens SMS para autenticação de dois fatores, se possível. SMS significa Serviço de Mensagens Curtas — a principal tecnologia usada pelos celulares para enviar mensagens de texto de até 160 caracteres sem arquivo anexado. Em vez disso, use um aplicativo de terceiros para gerar seu código de acesso, como Authy, Google Authenticator ou Microsoft Authenticator. Melhor ainda, se sua operadora oferecer essa opção, use um mecanismo físico para autenticação de dois fatores, como uma chave USB, um leitor de cartão ou um dispositivo RFID.
Lembre-se de que algumas corretoras oferecem autenticação de dois fatores apenas por SMS. Nesse caso, recomendamos entrar em contato com sua operadora de celular e configurar uma senha ou outra forma de autenticação para sua conta. Dessa forma, um hacker precisaria ter acesso físico ao seu dispositivo (e uma maneira de burlar as medidas de segurança relacionadas) para realizar transações usando sua carteira de criptomoedas.
Utilize gerenciadores de senhas — programas de computador que permitem aos usuários armazenar, acessar e gerar senhas para serviços online, como corretoras de criptomoedas. Certifique-se de armazenar sua senha em um local privado, de preferência offline, e não utilize a mesma senha em várias contas.
Os softwares de carteira de criptomoedas geralmente geram uma frase mnemônica exclusiva – uma sequência de palavras aleatórias que pode ser inserida para recuperar sua carteira caso você não se lembre ou não consiga acessar sua senha. Da mesma forma, guarde essa frase mnemônica em um local privado, de preferência offline.
Por fim, seja cético e verifique a legitimidade de qualquer comunicação relacionada à sua carteira de criptomoedas. Representantes de corretoras de criptomoedas não pedirão que você compartilhe sua senha por telefone ou pelas redes sociais. Tampouco pedirão que você compartilhe sua tela. Denuncie qualquer tentativa de phishing diretamente à corretora.